Existem inúmeras formas de se investir no mercado imobiliário e o brasileiro sempre gostou muito deste segmento.

Estamos passando por uma crise sem precedentes, no entanto, esta não é a primeira e certamente não será a última. Houve momentos em nossa história, mais precisamente entre os anos 80 e 90 em que a nossa inflação chegava a oscilar mais de 80% em um único mês. Com isso, os investimentos em imóveis e terrenos ganharam o gosto popular no Brasil, com o ditado que ficou conhecido “Quem compra terra, não erra”. De fato, comprar terrenos e imóveis foi, durante algum tempo, uma excelente estratégia para lidar com a hiperinflação.
Com o avanço da economia, tivemos mudanças em nossos principais padrões econômicos: inflação controlada e taxa de juros em patamares baixíssimos, será que ainda faz sentido investir nesta categoria?

A resposta é: depende. Ainda que a compra de um imóvel físico represente maior segurança de certa forma, existem riscos implícitos que a compra de um imóvel envolve. Por exemplo, quando você compra um imóvel, está sujeito à depreciação que pode ocorrer dependendo da região em que este imóvel está localizado. Ainda há o risco de liquidez, ou seja, o risco de você ter dificuldades para vender e poder acessar o valor líquido do imóvel. Há riscos com inquilinos, inadimplência, riscos envolvendo a legislação em vigor do município, por exemplo, no valor de um IPTU ou ITR Rural.

Entretanto, você sabia que há outras formas muito mais simples de se investir no mercado imobiliário?

Existem, hoje, diversos investimentos lastreados em imóveis, como LCIs, CRIs, LHs, FIIs. Dentre estes, iremos dar destaque neste artigo aos Fundos de Investimentos Imobiliários, os chamados FIIs.

O mercado de fundos imobiliários vem ganhando força no país, se desenvolvendo de forma rápida e com isso, os investidores possuem mais opções de investir com segurança neste segmento.
Principalmente em tempos de juros baixos, onde a taxa de juros Selic atinge 2,25% ao ano, o investidor brasileiro vem encontrando dificuldades para obter melhores retornos e isso afeta diretamente o setor de fundos imobiliários.
Sim, quando há a perspectiva de juros baixos, os Fundos Imobiliários entram em tendência de valorização.

Veja o gráfico que representa bem essa relação:

O gráfico representa um comparativo da taxa Selic com o IFIX. O IFIX é um índice que representa a performance financeira dos fundos imobliários (FIIs). A taxa Selic, no Brasil é a taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia para títulos federais. Neste comparativo, fica claro o crescimento inversamente proporcional entre ambos.

A Guide Investimentos preparou um resumo que lista as principais diferenças entre investir em imóveis e em fundos imobiliários para te ajudar a tomar esta decisão.

A tabela mostra as vantagens dentre diferentes pontos que o FII proporciona em relação aos imóveis físicos: vantagens fiscais, gestão profissional, custos, diversificação de investimentos, liquidez. Identifique se estas vantagens são interessantes para você, o seu assessor também pode te ajudar.

Como vimos, investir em FIIs pode ser mais confortável e prático do que investir em imóveis físicos, contudo é preciso que você avalie com cuidado os prós e contras a fim de definir em qual fundo investir.

Curioso para saber mais sobre os fundos imobiliários? Acompanhe os próximos artigos de nosso blog para entender melhor o assunto ou fale com um assessor de nossa equipe!

Inscreva-se também em nosso canal do Youtube (link) para estes e outros conteúdos práticos
Quer diversificar – rentabilizar e proteger teu patrimônio? A gente ajuda você, procure um especialista na Invista Mais através do nosso WhatsApp.

AUTORA – MILENA SILVA

CEA, CPA 20, e ANCORD

Como posso te ajudar?